Quando posso dar peixe para meu filho?

quando posso dar peixe

A Organização Mundial de Saúde recomenda que os bebês sejam amamentados exclusivamente até o sexto mês. Só após esse período, as nutricionistas e os pediatras indicam a introdução de alimentos sólidos, como frutas e papas salgadas. E o peixe pode fazer parte do cardápio do seu bebê já nessa fase.

Os benefícios desse alimento são muitos. Estudos mostram que os ácidos graxos ômega-3 (gordura poliinsaturada), encontrados principalmente no salmão e na sardinha, são importantes para o desenvolvimento do sistema nervoso central e da retina e na prevenção de doenças crônicas, como obesidade e hipertensão.

No caso de alergias é importante saber se os pais têm alergia, além disso a oferta a criança deve ser feita aos poucos. Isso porque, caso a criança apresente alguma reação, fica mais fácil identificar o que causou o problema. Com relação às espinhas, o ideal é escolher os peixes que têm poucas ou que não as tenham, como cação, linguado ou badejo. Se não for possível, deve-se retirá-las com cuidado e atenção, e sempre checar mais uma vez antes de oferecer ao bebê.

O principal cuidado, no entanto, vem antes de o peixe estar no prato da família – na hora da compra! Dê preferência para o pescado fresco, mais fácil de verificar a qualidade por meio do odor, textura e coloração. Observe se a carne está firme, brilhante e escorregadia; se os olhos estão brilhantes e protuberantes; e as brânquias úmidas e brilhantes, entre a cor de rosa e vermelho intenso. O peixe também deve estar conservado em meio a camadas de gelo.

Para quem prefere o peixe congelado ou congela o peixe fresco, é preciso atenção ao descongelar. Jamais o faça em temperatura ambiente, porque não é uniforme e pode gerar perda de qualidade, umidade e permitir o crescimento de micróbios. A recomendação é descongelar o pescado na geladeira, a 4 °C. E lembre-se: nunca congele novamente o peixe que foi descongelado. Após ter sido preparado, o alimento pode ser conservado na geladeira por até 24 horas.


Papa de peixe

Ingredientes
– 1 colher (sopa) de lentilha crua
– 400ml de água
– 35g de peixe ( pescada OU linguado)
– 1/3 de batata média descascada e picada
– 1 ½ colher (sopa) de cenoura descascada e picada
– 2 folhas de couve picadas
– ½ dente de alho picado
– 1 colher (café) de salsinha picada
– 1 colher (café) de azeite

O peixe, é uma boa fonte de ômega 3 e deve estar presente na rotina alimentar do bebê

Modo de preparo
Deixe a lentilha de molho de um dia para o outro em água. Dispense a água.Em uma panela de pressão, coloque as lentilhas e 400ml de água e leve para cozinhar. Quando pegar pressão, aguarde mais 20 minutos. Retire a pressão, abra a panela e adicione o peixe, a batata, a cenoura, a couve e o alho. Feche novamente a panela e volte para o fogo. Cozinhe na pressão por mais 20 minutos. Ao final do cozimento, adicione a salsinha picada, deixe no fogo por mais 1 minuto. Caso ainda tenha água na panela, deixe cozinhando até que essa evapore (não descarte água, pois ela contém muitos nutrientes importantes).

É importante que os ingredientes cozinhem até ficarem bem amolecidos, fáceis de amassar com o garfo.

Transfira o conteúdo da panela para um recipiente. Amasse bem os vegetais e desfie muito bem o peixe, tome cuidado e fique atenta pare retirar todos os espinhos do peixe. É importante que não fiquem pedaços dos alimentos, lembre-se que este é um dos primeiros contatos do bebê com alimentos diferentes do leite; a gengiva já realiza um processo parecido com a mastigação, mas a ausência de dentes não permite alimentos duros ou em pedaços.

Rendimento: 1 porção. Cada porção corresponde a 2/3 de xícara de chá da papinha.

Valor calórico por porção: 192 kcal.

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Qual a importância da alimentação complementar?

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A alimentação infantil é chamada de alimentação complementar quando ela passa a ser oferecida, paralelamente à oferta de leite (materno ou fórmula infantil), até a oferta de todos os grupos alimentares. Essa fase começa em torno dos seis meses (em alguns casos em torno de 4 meses devido a licença materna estar acabando) e se estende em torno do primeiro ano de vida. Essa idade foi eleita porque com ela há uma maturidade gastrointestinal que favorece a oferta de alimentos, capacidade da criança deglutir sólidos e uma insuficiência da alimentação láctea.

Para que a alimentação complementar seja bem sucedida é necessário que ela tenha 4 funções:

Oportuna: Significando que os alimentos são introduzidos quando as necessidades de energia da criança são superiores aos fornecidos pelo leite materno.

Adequada: Os alimentos devem fornecer quantidades adequadas de energia, sais minerais e vitaminas.

Segura: Os alimentos devem ser armazenados, preparados e oferecidos de forma higiênica, além, de não serem utilizadas mamadeiras e chupetas.

Oferecidas em formas adequadas: Os alimentos devem ser oferecidos respeitando os sinais de fome e saciedade e adotando-se uma atitude ativa na oferta dos alimentos.

Quais os riscos associados à alimentação complementar?

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O período de alimentação complementar caracteriza-se pela maior prevalência de doenças diarreicas, pois nesse período o bebê deixa de receber uma alimentação nutricional e microbiologicamente adequada (leite materno) para receber um tipo de alimentação que pode ser insuficiente, contaminada e alergizante (papas). O risco de diarreia em crianças de 4 a 6 meses é de 2 a 13 vezes maior do que estivessem sendo amamentadas exclusivamente no peito.

A contaminação microbiana de alimentos é a principal causa de diarreia na infância.

A utilização de mamadeiras aumenta o risco de infecção, pois é um importante foco de contaminação microbiana. Medidas importantes devem ser feitas como:

A utilização de água para o consumo das crianças deve ser filtrada.

As frutas, verduras e legumes escolhidas para refeições dos bebês devem ser higienizadas corretamente (1 litro de água para medida de solução clorada própria para alimentos por 10 minutos).

As papas devem ser preparadas o mais próximo de servir, caso sobre, não devem ser guardadas.

O congelamento de papas não é adequado, pois alguns nutrientes são perdidos.

Qual a importância da alimentação complementar?

Qual a importância da alimentação complementar

A alimentação infantil é chamada de alimentação complementar quando ela passa a ser oferecida, paralelamente à oferta de leite (materno ou fórmula infantil), até a oferta de todos os grupos alimentares. Essa fase começa em torno dos seis meses (em alguns casos em torno de 4 meses devido a licença materna estar acabando) e se estende em torno do primeiro ano de vida. Essa idade foi eleita porque com ela há uma maturidade gastrointestinal que favorece a oferta de alimentos, capacidade da criança deglutir sólidos e uma insuficiência da alimentação láctea.

Para que a alimentação complementar seja bem sucedida é necessário que ela tenha 4 funções:

Oportuna: Significando que os alimentos são introduzidos quando as necessidades de energia da criança são superiores ou fornecidos pelo leite materno.

Adequada: Os alimentos devem fornecer quantidades adequadas de energia, sais minerais e vitaminas.

Segura: Os alimentos devem ser armazenados, preparados e oferecidos de forma higiênica, além de não serem utilizadas mamadeiras e chupetas.

Oferecidas em formas adequadas: Os alimentos devem ser oferecidos respeitando os sinais de fome e saciedade e adotando-se uma atitude ativa na oferta dos alimentos.

Quais são as causas da deficiência de ferro e fatores predisponentes para seu desenvolvimento?

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Na Gestação

Alimentação Inadequada

Não uso de suplemento de Ferro

Complicações nutricionais

 

Parasitoses

Parto e nascimento

Clampeamento precoce do cordão umbilical

Ausência de aleitamento materno na primeira hora de vida

 

Nos Primeiros 6 meses de vida

Ausencia de aleitamento materno até o 6 mês de vida

Introdução precoce de alimentos e outros leites

Parasitose

 

A partir de 6 meses

Elevada necessidade de Ferro

Alimentação complementar inadequada

Baixa ingestão de ferro Heme

Não uso de suplemento de ferro

Parasitose

Fonte: Ministério da Saúde, 2013.

Receitinhas Doula – Sugestão de papinha de legumes e carne Infantil

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Bebês – 4 a 6 meses
Sopa de legumes com gemas

 

Igredientes                                                            Porção

Batata pedaços pequenos                                    ½  porção  pequena
Cenoura   pedaços pequenos                              1 porção
Espinafre  picadinho                                             1 porção
¼  de gema cozida                                               ¼ de porção
Óleo                                                                      2 colheres de chá
Cebola ralada                                                       1 colher de chá
Água                                                                     O suficiente para somente cobrir os alimentos

Modo de fazer:
Colocar numa panela óleo e cebola  deixe dourar . Acrescente a cenoura e batata, coloque água até que cubra os alimentos e deixe cozinhar até os ingredientes ficarem bem macios e com um pouco de caldo. Coloque o espinafre e deixe por mais 5 minutos. Os alimentos devem ser colocados num prato o mais separado possível ou em prato com divisória. Adicionar a gema depis de tudo pronto.

Bebês – 7 a 11 meses
Sopa de legumes com gemas    

  

Ingredientes                                                           1 porção
Arroz                                                                       1 porção
Feijão preto                                                            1 porção
Peito de Frango                                                     1 porção
Abobora                                                                 1 porção
Espinafre                                                                ½ porção
Óleo                                                                       2 colheres de chá
Cebola ralada                                                        1 colher de chá
Água                                                                      O suficiente para somente cobrir os alimentos

Modo de fazer: Colocar numa panela óleo e cebola  deixe dourar com o frango. Acrescente a abóbora e o arroz ,coloque água até que cubra os alimentos e deixe cozinhar até os ingredientes ficarem bem macios e com um pouco de caldo. Coloque o espinafre e deixe por mais 5 minutos. O feijão ( não usar a água de remolho) pode ser preparado na panela de pressão com louro e 1 colher de café de sal. Os alimentos devem ser colocados num prato o mais separado possível ou em prato com divisória.

ATENÇÃO

Crianças com menos de oito meses devem comer alimentos amassados com o garfo e nunca triturado e peneirado. A cima de oito meses deve comer em pedacinhos.